Os hábitos influenciam diretamente na microbiota intestinal e no funcionamento do organismo

A nutricionista Ana Carolina Franco de Moraes abordou a temática no IV Congresso de Medicina do Estilo de Vida

Os primeiros anos de vida são essenciais para a caracterização da microbiota intestinal, termo referente aos tipos de microrganismos que vivem no trato intestinal. Uma vez em equilíbrio, auxiliam na digestão dos alimentos e no funcionamento do organismo. Quando essa flora intestinal sofre alterações, acontece a chamada disbiose, conhecida também pela sensação de flatulência, dores abdominais, prisão de ventre ou até mesmo diarreia.

“O estilo de vida interfere diretamente nessa microbiota existente no intestino”, explica a nutricionista Ana Carolina Franco de Moraes durante o IV Congresso Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida. Nesse sentido, a composição dos microrganismos presentes nessa região se relaciona com hábitos alimentares, prática de atividade física, distúrbios do sono e episódios de estresse. De acordo com a especialista, por volta de 57% da microbiota é influenciada pelo estilo de vida, enquanto apenas 12% das alterações têm a ver com genética.

A alimentação é um dos pontos chaves de um intestino saudável. Ao ingerir alimentos in natura, com pouca gordura e açúcares, são oferecidos substratos adequados para bactérias benéficas ao organismo. Enquanto isso, a ingestão excessiva de ultraprocessados, gordurosos ou ricos em açúcar fornecem substratos para microrganismos que interferem no bom desempenho do intestino. De modo a, por exemplo, diminuírem a produção do muco, uma substância importante para os movimentos peristálticos do intestino.

Segundo Ana Carolina, a microbiota depende também de um microambiente oferecido para ela, ou seja, compreender a qualidade do alimento disponibilizado para as bactérias da flora intestinal. “Temos que entender que nossa fundação, nossa base, tem que ser a alimentação saudável e o exercício físico. Sem essa base, não tem como começar nada”, observa a nutricionista. Como esses microrganismos têm reprodução rápida e constante, mudanças na alimentação, a princípio, podem já iniciar a alteração na microbiota após 24 horas.

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