“Os exercícios físicos precisam se adaptar às nossas necessidades”

O médico Eduardo Rocha aborda como a Medicina do Estilo de Vida, em especial o pilar da atividade física, se relacionam com a reabilitação de pacientes

A reabilitação é um campo de trabalho da Fisiatria, uma especialidade médica que aborda doenças que causam limitações físicas ou de perda de função, como as musculoesqueléticas ou até mesmo sequelas de AVC e lesões medulares. No IV Congresso de Medicina do Estilo de Vida, o médico Eduardo Rocha aborda a Medicina do Estilo de Vida como um elemento fundamental para uma reabilitação produtiva para os pacientes.

A reabilitação é parte essencial para promoção de saúde e prevenção de doenças, além de ser um potente tratamento para algumas condições e também ter seu papel dentro dos cuidados paliativos. De acordo com o especialista, para restaurar a qualidade de vida durante o processo de reabilitação, os pilares da Medicina do Estilo de Vida devem ser aplicados por meio de metas realistas para o cotidiano dos pacientes com osteoartrite, por exemplo. Essa doença tem alta prevalência em todo o mundo, em que há o desgaste das cartilagens das articulações e alterações ósseas e o grau de comprometimento reduz a qualidade de vida dos indivíduos.

Para ele, um dos pilares de maior impacto para a recuperação de função e melhoria das limitações físicas está na prática de exercícios físicos. “Em casos de doenças musculoesqueléticas, há o mito de que a atividade física aumenta a dor, mas na verdade os exercícios promovem ganhos funcionais”, explica o Rocha, que complementa: “Não são os indivíduos que têm que se adaptar aos exercícios, mas sim os exercícios que precisam se adaptar às nossas necessidades”.

O treino aeróbico, principalmente a dança, auxilia na diminuição da fadiga e no aumento da capacidade cardiorrespiratória. Os exercícios de força, por sua vez, são efetivos assim como os aeróbicos, em especial para a melhora da resistência, coordenação, flexibilidade e fortalecimento de tendões e ligamentos. “Na reabilitação, o maior desafio é a mudança de hábito. É difícil iniciar e construir mudanças definitivas, com a criação de hábitos adequados. A realidade sempre vai ter percalços, mas o conhecimento deles faz com que a gente se prepare para lidar com eles e atingir o sucesso adequado”, finaliza o especialista.

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